A pedido da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), foi realizada uma audiência no Procon-RS com a empresa RGE na tarde desta quarta-feira (13), em Porto Alegre. A reclamação é referente a um mau atendimento da empresa responsável pela energia de grande parte dos habitantes da região. A demora no atendimento, a falta de comunicação e a má estrutura de algumas redes, além da falta de investimento, são algumas das reclamações que geram prejuízos gigantescos à população.
A audiência foi marcada pela presença de autoridades públicas de municípios do Vale do Taquari. Além disso, esteve presente o secretário de Justiça do Rio Grande do Sul, Catarina Paladini, que reforçou a grande representação política que a audiência teve. Após a explanação de representantes da região, apresentado os problemas de atendimento em relação à empresa responsável pela energia e os prejuízos causados, especialmente na área rural, além da comparações feitas com as cooperativas que realizam o abastecimento em várias regiões, o gerente de relações da RGE, Edson Braz, fez a defesa divulgando os valores que a empresa vem investindo no Vale do Taquari.
Braz também divulgou que é um plano de manutenção que prevê que, em cinco anos, todos os postes de madeira sejam substituídos por postes de concreto. Outro destaque da explanação do representante da empresa foi relacionado as podas de árvores, que trazem risco à rede. O gerente lembra que a empresa não realiza podas, essa uma limpeza necessária para não haver risco em uma área próxima as fiações.
Após o período de discussão, a decisão por parte da diretora do Procon-RS, Maria Elisabeth Pereira, foi de notificar a empresa, exigindo que ela faça, dentro de um prazo de 10 dias, um plano de ações individuais por município e apresente Associação dos Municípios do Vale do Taquari. Esse plano será avaliado e, em caso de não cumprimento do que estiver elencado, a empresa estará sujeita à uma sanção punitiva por parte Procon-RS.
Também está prevista na notificação a realização de uma nova audiência, em um prazo de 60 dias. Essa reunião deve ser realizada na sede da Amvat, em Estrela. A diretora justificou a decisão dizendo que é inadmissível uma localidade ficar sete dias sem energia elétrica. Maria Elisabeth entende ainda que, em casos como esse, a população deve pedir o ressarcimento, pois é de seu direito.

Foto: Júlio César Lenhard

O agricultor e vereador em Estrela Márcio Mallmann (PP) disse, após a audiência, que em princípio está satisfeito com a decisão da mesa. Ele destaca também a boa representatividade política que a região teve no evento.

Júlio César Lenhard

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