A obrigatoriedade do passaporte sanitário foi uma conversa realizada durante o programa Encontro Maior na manhã desta segunda-feira (10).

Com a mediação de Renato Worm, estiveram reunidos o médico cirurgião Dr. Fábio Bonfim Fraga e o doutor em fisiologia humana com pós-doutorado em imunologia e professor de imunologia no curso de medicina Ramatis Birnfeld de Oliveira.

Ambos os especialistas se mostram contra a exigência do passaporte sanitário para as pessoas que desejam ingressar em ambientes ou de um país para o outro.

Fraga argumenta que a própria Constituição Brasileira seria ferida com essa exigência, além de entender que qualquer obrigação vinda da mais alta esfera do governo não é vista com bons olhos pela população. “Pode se argumentar que o direito coletivo é de mais importância, mas nada é mais sagrado que o direito individual”, afirma Fábio Fraga.

Oliveira destaca que as próprias autoridades que criaram a vacina deixaram claro que o potencial dela não é de diminuir a contaminação e-sim de diminuir a gravidade dos casos, portanto segundo ele não seria pertinente a exigência de passaporte vacinal, e sim orientação técnica correta a população. “Nós estamos vendo agora uma nova leva de casos e que deve seguir acontecendo, portanto a pessoa que tem o passaporte de vacinal não tem menos risco de contaminar as outras pessoas e sim dessa contaminação não gerar sintomas tão graves no contaminado”, explica.

Nas últimas semanas o número de casos covid-19 no Vale do Taquari vem se multiplicando o que vem trazendo o tema à tona novamente, inclusive a exigência ou não em eventos ou estabelecimentos da comprovação da realização da vacina.

Texto: Júlio César Lenhard

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