A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, através da Subcomissão que analisa a situação do IPE Saúde, divulgou na última semana o relatório final sobre o desequilíbrio fiscal da autarquia. As dívidas são de R$ 1 bilhão e os atrasos de pagamentos pelos procedimentos junto a hospitais e clínicas chegam a seis meses. O autor da solicitação para avaliar a situação do IPE Saúde, deputado estadual Giuseppe Riesgo, do Novo, concedeu entrevista ao Programa Encontro Maior da Rádio do Vale e afirmou que hoje, todos estão descontentes com a administração da autarquia. Hospitais e clínicas pelo atraso nos pagamentos, médicos pelos valores defasados dos procedimentos e pacientes pela dificuldade no agendamento de consultas.

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Entre as sugestões apresentadas pela Subcomissão estão aumentar o número de procedimentos auditáveis, que hoje é de apenas 5%. Dobrando esse índice, a economia poderia chegar a R$ 40 milhões ao ano, com um controle maior dos gastos. Também uma revisão dos convênios, principalmente dos tratamentos oncológicos. Outra ideia é despolitizar o IPE Saúde, que hoje é administrado por indicação da base do governo e não por questões técnicas.

Por fim, uma análise da receita também é indicada para que haja a cobrança por critérios como a idade, a comorbidade e a quantidade de dependentes do segurado. Atualmente são cobrados 3,1% do salário do servidor. O IPE Saúde atende cerca de um milhão de pessoas. GL

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